NAS MINHAS COSTAS, DURANTE UMA SESSÃO PÚBLICA DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE LOURES EM ABRIL 2008

O VEREADOR RICARDO LEÃO MENTIU SOBRE A MINHA VIDA PROFISSIONAL PRIVADA, ALÉM DE INSINUAR CALÚNIAS A MEU RESPEITO, E DE TENTAR DENEGRIR A IMAGEM DO XADREZ NO SEU PRÓPRIO CONCELHO

OIÇA AS DECLARAÇÕES DE RICARDO LEÃO EM PLENA ASSEMBLEIA MUNCICIPAL (cedidas amavelmente em ficheiro mp3 pelo presidente da Assembleia Municipal a quem as pedi)

ou leia na integra a inacreditável intervenção de Ricardo Leão aqui mais abaixo neste texto

Na sua resposta a uma intervenção nobre do consagrado monitor desportivo veterano Herbeto Matzinger (também medalha de Mérito e Dedicação da Câmara Muncipal de Loures) que ainda espera que os responsáveis da Câmara (presidente da Câmara, adjunto do vereador Filipe Caçapo e chefe de desporto) cumpram o que prometeram: Pagar o trabalho da Área Escolar da Academia Municipal de 2006 que se completou com enorme sucesso a pedido deles. O vereador tenta descartar responsabilidades do fim do Plano de Desenvolvimento de Xadrez para cima de mim, insinuando (cobardemente, nas minhas costas, pois eu não estive nessa sessão da Assembleia Municipal de Abril 2008) que fui eu o culpado, coisa que não posso admitir e que é totalmente falso.

Chega mesmo ao ponto de mentir descaradamente sobre minha vida profissional privada que confessa ter averiguado (averiguação que até me parece simplesmente ilegal, mas, não vou por aí).

Não sei se Ricardo Leão é competente como vereador ou não, nem tenho vocação nem comptência para averiguar vida profissional privada das outras pessoas (os eleitores de Loures certamente saberão tirar conclusões), mas, quando Ricardo Leão tenta armar-se em detective privado, não acredito que seja incompetente nessa sua actividade confessada. Só nesta curta declaração pública chega a três conclusões totalmente erradas sobre minha vida profissional privada…, acredito sim que mentiu deliberadamente, mesmo sabendo a verdade pois não quis sequer pedir desculpa e repor a verdade na Asdsembleia Municipal depois de eu avisar o presidente da Câmara Muncipal de Loures por telefone (emJunho 2008) que exigia esse pedido de desculpas.

Para já, e antes de repor a verdade sobre outras questões em que também mentiu descaradamente, quero afirmar que as três brilhantes conclusões sobre minha vida profissional privada são pura mentira:

1. É mentira que eu tenha tido qualquer Avença com o Município de Odivelas
(Desafio mesmo o senhor detective Ricardo leão a publicar qualquer contrato de avença meu em toda minha vida com qualquer outra entidade publica ou privada pois tenho a certeza que os únicos contratos de avença que assinei na vida foram com a Câmara Municipal de Loures)

2. É mentira que eu tenha sido alguma vez funcionário da Associação de Xadrez de Lisboa.
 (Desafio mesmo o senhor detective Ricardo leão a publicar qualquer contrato de trabalho que tenha ou tenha tido alguma vez com a Associação de Xadrez de Lisboa)

3. É mentira que eu não aparecia em Loures
Em 20 anos de cooperação com a CM Loures nunca tive horário de trabalho enquanto trabalhador do município de Loures (mesmo no breve período em que fui funcionário público a termo certo) e portanto nem esta questão de presença física se deveria colocar pois sempre respondi perante o município, não pelas horas que estive em Loures mas pelos resultados do meu trabalho (trabalho que até me proporcionou uma medalha de mérito e dedicação municipal), mas como se pode verificar dos relatórios semanais de toda minha actividade que fiz para o chefe do desporto (pedido absurdo se fosse, de facto, avençado puro, mostrando bem que o meu contrato de trabalho era, de facto, um recibo verde falso para a Câmara não ter de pagar nem 13º mês, nem 14º, nem segurança social nem contribuições de saúde ou seguros de trabalho ou outras regalias de funcionário) onde alem de referir semanas a fio quantas horas trabalhei para a Câmara e onde. è patente nesses relatórios, semanas a fio, que a presença no concelho de Loures até era constante, esmo nas instalações do próprio muncípio (nas instalações municipais da Academia de Xadrez ou até nas instalações muncipais da Divisão de Desporto).
Também esses relatórios (que outros avençados tambem tiveram que fazer!) indicam o que realmente fiz nessas horas e o efeito que esse trabalho teve nos realmente importantes relatórios mensais semestrais e anuais de toda a actividade do PDX que manifestamente o vereador nunca leu.
É mentira que eu tenha criado algum problema ao PDX ou ao município, pelo contrário, confrontado com cortes brutais a partir e 2002/03 e com despedimento do meu braço direito Manuel Duque, consegui conservar em pé a espinha dorsal principal do Plano de Desenvolvimento de Xadrez, solucionando os graves problemas que me impuseram. Aliás as minhas cartas posteriores provam que minha atitude sempre foi o mais positiva possível.

Mas antes de rebater outras afirmações falsas menos pessoais

Transcrevo na integra, palavra a palavra, toda a intervenção do vereador:
 

....Houve algumas coisas de convém de alguma forma esclarecer, para que não haja dúvidas perante todos com a ajuda também do próprio município porque pelo aquilo que acabou de dizer tem de facto um conjunto de dúvidas que já agora aproveito para esclarecer. O projecto do plano de desenvolvimento começou na década de noventa. Como sabe, eu não quero falar...se quiser posso falar...mas como falou aqui da Associação de Xadrez de Lisboa, de facto, se calhar, convém então cingirmo-nos a essa questão. Eu vou trata-la mais tarde. Como sabe, a grande actividade que havia em termos de crianças de escolas, de colectividades numa segunda fase, situava-se no concelho de Odivelas. E isso viu-se quando foi a separação dos dois concelhos nós tínhamos a nossa Academia de Xadrez que se situava-se na freguesia da Bobadela, mas que, hoje transformada e bem num gabinete de atendimento à juventude, Academia essa que ano após ano não tinha a dinâmica e a actividade relatada pelo próprio presidente de Junta. Portanto tínhamos à pessoas, funcionários da Câmara, colaboradores, melhor dizendo da Câmara, agora , utentes, poucos. E, de facto, quando falou aqui do protocolo Associação de Lisboa, falta mal dos milhares de euros que a Câmara dava à Associação de Xadrez de Lisboa, falo do técnico como aqui falou, do responsável pelo Projecto que,... pronto, também era funcionário,... recebia da Associação, ...recebia a avença da Câmara, depois inclusivamente estava na Academia, depois inclusivamente depois da separação do concelho Loures com o de Odivelas veio-se a descobrir que também tinha uma avença na Câmara de Odivelas..., depois já não aparecia em Loures, portanto é difícil tocar várias guitarras ao mesmo tempo. Logicamente, que nestas dificuldades que foram criadas pelas próprias pessoas que estavam à frente do projecto, a dinâmica foi acabando. Queria dizer também dizer também que enquanto socialista que sou, defendo a transversalidade desportiva. Não sou adepto do plano de desenvolvimento próprio com uma modalidade em concreto. Eu quando cheguei aqui, perguntei: 'Se há um plano de desenvolvimento para o xadrez porque não há um plano de desenvolvimento para as damas? Se há um plano de desenvolvimento para o Judo porque não há um plano de desenvolvimento para o Karaté?' Portanto, o que para nós o que importa, e isso é que deve ser importante, é que não se acabou com o xadrez, o que fez foi: dar às colectividades e ao movimento associativo, a hipótese de esses se juntarem, seja no xadrez, seja em que modalidade for, agruparem-se, desde que haja enquadramento técnico desportivo, a Câmara apoia como apoiou. Nós temos Centros de formação de xadrez aqui no concelho apoiados pela Câmara. Agora , pelas pessoas que estavam à frente do projecto, acabei de dizer aquilo que disse, pelas vicissitudes que começou pelas pessoas que estavam à frente do projecto, numa segunda fase, e que de facto há a situação da escola a tempo inteiro, e como era um projecto que centrava muito nas escolas do 1º ciclo (agora há as actividades de enriquecimento curricular), ficou ao critério das escolas escolherem qual a valência ou a modalidade desportiva que querem incluir nas suas horas daquela valência da actividade desportiva. Muitas delas escolheram a natação, ficou à liberdade e ao critério das escolas e dos parceiros escolhidos por elas que a Câmara contratou. Portanto, acho que ficou esclarecido.
 

Mal começou a falar, o vereador afirmou que o projecto de xadrez da Câmara começou nos anos noventa o que é falso e uma injustiça para o presidente Severiano Falcão. O projecto começou em 1985 e não nos anos noventa (o erro do vereador deve advir da investigação sobre o inicio de meu contrato de avença, esse sim, coincidente com o inicio dos anos noventa, durante os 5 primeiros anos trabalhei à tarefa e à hora).
Mas, como era de esperar (pois sempre recusou as reuniões comigo), o jovem vereador Ricardo Leão logo rectificou com uma enorme verdade: Eu não quero falar…!
Percebe-se porquê. Está muito mal informado. E qual a razão de estar mal informado tendo recebido centenas de informações minhas sobre o decorrer o Plano de Desenvolvimento de Xadrez de Loures em 2001, 2002, 2003, 2004, 2005 e 2006…? Não sei. Mas era seu dever estar melhor informado sobre uma actividade que mobilizou em cada ano milhares de jovens do seu concelho numa modalidade considerada por si como ‘tradicional’ em Loures (consideração sua essa que posso provar, pois está escrito nos boletins na sua carta de introdução aos boletins escolares de 2002, 2003 e 2004).
Mas ainda seria desculpável desconhecer a verdadeira história do projecto dada a juventude do vereador Ricardo Leão. Mas logo avança como base da sua declaração que a grande actividade se situava no concelho de Odivelas. Aqui está outra enorme mentira que revela uma ignorância confrangedora que prejudica e menoriza o seu próprio concelho. Loures teve sempre desde 1985 a 2006 muito maior actividade de xadrez que Odivelas. Basta referir o seguinte facto: ambos os planos são baseados nas escolas com 2º ciclo, ambas tiveram sempre níveis de adesão semelhantes em ambos os concelhos, só que, em Loures são 13 as escolas com 2º ciclo e só 9 em Odivelas o que se reflectiu sempre, em cada ano, de 1986 a 2006 numa enorme diferença de actividade, sempre maior em Loures. E pior, depois da separação, em 1998, a Estratégia de Desenvolvimento de Xadrez de Odivelas (com características bem diferentes do PDX de Loures mas ambos baseados em acções de formação e torneios em todas as escolas com 2º ciclo) teve 2 anos (intervalados) de ausência total de actividade escolar por motivos diversos, e em 2006 apenas teve acções pontuais com filosofia bem diferente em 4 escolas do 1º ciclo. A confusão do vereador, e a sua total desinformação é natural pois não conhece a realidade de Odivelas. Onde Odivelas superou Loures foi nos projectos de alguns dirigentes de colectividades e na forma como esses projectos foram apoiados (as regras de apoio às colectividades eram diferentes) pelo município de Odivelas. Em qualidade, devido a melhores apoios a colectividades e projectos de dirigentes locais competentes, sim, houve um ascendente em determinada fase do concelho de Odivelas, mas houve colectividades de Odivelas que atingiram a 1ª divisão nacional (como houve em Loures) que até foram angariar jogadores residentes em Loures para reforçar suas equipas, mas esses fenómenos, naturalmente fogem totalmente da alçada dos projectos municipais sempre muito mais preocupados com a quantidade. Portanto é falsa, e posso provar, a premissa que a actividade em Odivelas sido maior que a de Loures. Totalmente falso. E o vereador parte dessa premissa para avançar na sua declaração. Pois não houve um só ano em que isso tenha acontecido. Já para não falar dos anos após a separação em que não houve actividade ou quase nenhuma (incluindo 2006). Portanto, depois da separação, a diferença ainda foi maior, muito maior para o lado de Loures, pois em Loures, apesar dos violentos cortes no orçamento do PDX depois da entrada do vereador Ricardo Leão (superiores a 60%), a actividade escolar nunca foi afectada e, tal como era tradição desde 1987, nenhuma das 13 escolas oficiais com segundo ciclo ficou de fora dessa imensa actividade, pelo menos, em cada umas das treze escolas, em cada ano, com uma acção de sensibilização, um curso de iniciação e um inter-escolar com torneios preliminares em todas as escolas, o que transformou sistematicamente o xadrez na modalidade nº1 ou nº2 em cada inter-escolas, em todas as 21 edições até 2006 (inclusive).
É lamentável que o vereador Ricardo Leão esteja tão mal informado sobre o seu próprio concelho e ainda mais lamentável que menorize o seu concelho injustamente perante concelhos limítrofes claramente inferiores.
Quanto a sede da Academia na Bobadela, o vereador sugere que ela já existia em 1998 quando da separação dos dois concelhos. É, mais uma vez falso. A sede da Academia na Bodadela só foi inaugurada em 2001. E em 2002/03 as funções dessa sede foram vertiginosamente alteradas devido aos cortes orçamentais impostos pela nova vereação. A rede de treinadores ficou quase reduzida a zero por falta de verba e teve de ser dispensado o Senhor Jorge Aniceto (reformado) que assegurava a abertura regular da sede. Em 2003, com o despedimento brutal e injusto de Manuel Duque que tinha toda a área escolar a seu cargo, e com a diminuição do número de treinadores de 17 para 2, com a anulação dos torneio escolares inter-turmas e com o fim do Open de Loures e dos torneios internacionais Mestre-Jovem (que eram o melhor cartão de visita do xadrez de Loures a nível nacional e internacional – realizaram-se 9 torneios internacionais Mestre-Jovem até 2001), Manuel Duque substituiu Jorge Aniceto na Academia e a principal actividade da Academia passou a ser o apoio à actividade escolar que passou a ser acompanhada no terreno directamente por mim, além da coordenação geral do apoio ás colectividades, coordenação do Circuito das Colectividades e Inter-escolas e protocolo com AXL e promoção de pelo menos (quase sem orçamento) uma grande iniciativa anual. Apesar dos violentos cortes de pessoal e orçamentais, foi possível conservar intacta a principal actividade do projecto, agora com apoio da Academia: a iniciação escolar, os torneios escolares e o inter-escolas e até foram melhorados os boletins escolares.
Não conheço que relatos fez o presidente da Junta da Bobadela, mas eu próprio, por diversas vezes o informei das principais actividades da Academia na sua freguesia (curso escolar na EB23 da Bobadela, torneio escolar da EB23 da Bobadela - pode ver relatos em anos anteriores na minha Home Page ou de 2006 aqui ou aqui  - , ambos sempre com participações na ordem da centena de alunos, torneio do circuito das colectividades no CR Bobadelense, cursos avançados na sede da Academia, provas de maior envergadura como Distritais, Torneios de Mestres, Finais da taça de Portugal e muitas outras na sede da Academia como até um torneio internacional) mas a Academia servia mais três Centros de Treino e mais 12 escolas com níveis de participação só nas provas preliminares e finais do inter-escolas superior ao milhar de alunos e superior a milhar nos cursos de iniciação em cada ano - veja números de 2006 mesmo sem boletins escolares. Além disso a Academia servia várias colectividades quer a nível de formação de dirigentes, quer em apoio material e bibliográfico além do necessário apoio aos poucos monitores e treinadores (4) que continuaram a trabalhar para o projecto apesar dos cortes brutais. Os números globais foram sempre alvo de vários relatórios trimestrais, semestrais e anuais (relatórios de actividade a não confundir com os absurdos relatórios semanais sobre horas e locais de trabalho que citei antes) mas certamente nunca foram lidos pelo vereador ou por quem o deveria informar. É lamentável chegar a essa conclusão mas quando o vereador fala que a Academia tinha poucos utentes, é porque considera que um milhar de alunos no inter-escolas é pouco, que bastante mais de um milhar nos cursos de iniciação é pouco e que quatro centenas de federados em 2006 (no apoio da Academia ás colectividades) é pouco. Informei-me (sei investigar, ao contrário do Sr. Vereador que manifestamente não sabe ou anda mal informado) que número de federados de xadrez no concelho de Loures baixou vertiginosamente (para bastante menos de meia centena) em 2007, 2008 e 2009 apesar das ideias que o vereador prometeu para desenvolver o xadrez (as tais novidades prometidas no boletim municipla para a modalidade tradicional de Loures: o xadrez).
Quanto ao concelho de Loures, o vereador diz que o xadrez não acabou, tem razão, mas acabou o importantíssimo Circuito das Colectividades que era o momento de ligação entre as escolas e as Colectividades. Acabaram as organizações grandes como Distritais ou Nacionais de Jovens, os Opens de Loures ou o Internacionais Mestre-Jovem. Mas o mais importante é que acabou toda a dinâmica escolar que era promovida pela Câmara e que sempre foi pujante na área essencial da iniciação e que conservou números de participação notáveis de 2002 a 2006 devido ao imenso esforço de três pessoas que continuaram comigo: Manuel Duque, Herberto Matzinger, António Peixoto e Valter Fatia, além do meu habitual entusiasmo que milhares de pessoas puderam testemunhar ao longo de vinte anos em todos os cantos do concelho, incluindo centenas de trabalhadores do município. Fiz muitos amigos entre os trabalhadores do Muncicípio, entre os jovens, os pais deles, professores, dirigentes de colectividades e autarquias, Loures ficou-me no sangue e não foi por acaso que recebi em 1996 a Medalha de Municipal de Mérito e Dedicação – tal como Herberto Marzinger anos depois) . Dei ao concelho vinte anos da minha vida e enquanto fui avençado de recibo verde. O meu rendimento de trabalho (retirado o 13º e 14º mês que não recebi nunca como avençado, e retiradas outra despesas inerentes ao trabalho independente como a contribuição para a segurança social, seguros de saúde e de trabalho, despesas com deslocações em viatura própria ao serviço de município - muitas vezes volume de trabalho era incompatível com requisição de transporte municipal, telecomunicações, refeições, etc...) pouco ultrapassou um ordenado mínimo nacional.
Mas o Vereador que nunca me quis receber em múltiplas reuniões que lhe solicitei de 9 Março 2006 (data em que me anunciou despedimento) a Julho 2006 (data em que cessei trabalho ao serviço do município), nem me responderam (ele ou presidente) de forma, no mínimo, deseducada a cartas registadas enviadas em Outubro 2006 e Julho de 2007 (também endereçada ao presidente da Câmara). Presidente ordenou-me que eu fizesse uma ‘espera’ ao vereador. Não o fiz. Nunca o farei. Sempre obedeci aos eleitos do município mas não obedeci a essa ordem, nem vindo de um presidente da Câmara. Não sou homem para esse tipo de atitude e surpreendeu-me que o presidente baixasse a um nível desses.
Não faço esperas a ninguém, nem a mando do presidente da Câmara.
Respondo a todas as cartas que me enviam mesmo que quem me enviou essa carta não tenha qualquer significado para mim, além de ser um ser humano como eu. É uma questão de educação.
Custa-me a acreditar que dois autarcas eleitos para gerir os destinos da Câmara Municipal de Loures pudessem chegar ao ponto de nem sequer me responderem a cartas. Mas é a verdade pura e simples.
Ainda assim tentei evitar ter de me defender na praça pública após tanta mentira do vereador na Assembleia Municipal. Mentiras que serviram para insinuar publicamente que a culpa das consequências (fim de toda actividade escolar de uma actividade tradicional no concelho, fim do Circuito das Colectividades, fim de grandes inciativas como Distritais e Nacionais de jovens, Open de Loures e torneios Internacionais) era minha por ter colocado ‘problemas’ ao município. Telefonei ao presidente (que me adiantou de imediato que estava a falar comigo porque meu número, não estava identificado…senão nem estaria) a perguntar se ele estaria disposto a pedir desculpas públicas de tanta mentira. A resposta foi clara e imediata (mesmo sem consultar o vereador): Assumimos as consequências de nossos actos, quaisquer que elas sejam - não pediremos desculpa.
Da minha parte, não estão, de facto, desculpados.
Espero que muitos eleitores do concelho de Loures também não os desculpem.

Mentir é muito feio, especialmente quando se mente publicamente, cobardemente, nas costas da pessoa visada, sobre a sua vida privada.

Não ter sequer educação para responder a cartas também me parece grave quando me recordo que o presidente teve uma campanha eleitoral onde se afirmava como um amigo para todos. Prefiro ter um presidente que me responda a cartas que um ‘amigo’ que me ignora. Espero que os eleitores de Loures também assim prefiram.

Como disse antes, tenho Loures no meu coração. Vou continuar a ter.
Não vou devolver a Medalha de Mérito e Dedicação ao município, pois entendo que mesmo que o PS volte a ganhar eleições em Loures não o voltará a ganhar sempre com gente assim que mente descaradamente para justificar seus actos e nem tem educação suficiente para responder a cartas de um trabalhador que deu vinte anos de muito trabalho e esforço e dedicação ao concelho.

Tenho orgulho no meu trabalho. Tenho e sempre tive excelentes relações pessoais com milhares de pessoas ligadas ao concelho. Se alguém me odeia pessoalmente (ainda gostaria de saber porquê…), só pode ser uma pessoa. Já me disseram que Ricardo Leão tem um ódio pessoal por mim. Nunca lhe fiz mal. E não entendo este sentimento.
Da parte do presidente nunca senti esse ódio, mas ele colocou-se manifestamente do lado do seu vereador, e está disposto a assumir as consequências desta sua fidelidade incondicional, mesmo quando é avisado que essa fidelidade se esconde por detrás de mentiras descaradas.